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Cumulonimbus over my head

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Adoro nuvens, e por vários motivos. Elas estão no céu, e o céu é uma das coisas que mais adoro no mundo (na lista estão o céu, o mar, bosques e labirintos, entre outras coisas).

Não é dessa adoração que falo agora. Cumulonimbus é um tipo de nuvem (sim, há tipos delas), e as palavras, provenientes do latim, poderia ser entendidas juntas como “chuva acumulada”. E me encanta por ter chuva, nuvens, e carregar, além de água, o significado de acúmulo.

Por muitas vezes o tempo chuvoso é culpado pelo mau humor das pessoas; não vejo o por que, já que tais cumulonimbus apenas acalmam os pensamentos dos que estão cá na terra. Inclusive, acredito que se uma chuva caísse agora por aqui muitos de nós ficaríamos animados. E, se não muitos, ao menos eu.

O acúmulo de falta de coisas, não relacionado à cumulonimbus de maneira alguma, mas ainda assim presente, é o que pede ao bom humor que descanse, que chama ao serviço as preocupações pequenas e inúteis e acorda as paranóias, que já estavam quase a adormecer. É esse acúmulo de falta de coisas importantes e interessantes que deixa as coisas caírem, mas não como a chuva cai. Não de forma despretensiosa e natural. Ou talvez seja natural presenciar um estado da diminuição do aumento de ânimo de vez em quando…

Sei que a ausência de calor faz frio. E trocaria o calor do ambiente por outro calor que, agora tomado pelo frio, poderia tornar-se então calor.

Espero que chova, e em breve. Deixemos de lado as metáforas presas à última frase: apenas espero que chova, chuva de verdade. Que acalme esse maldito calor que toma conta do glorioso inverno. Ou será inferno? Já não sei, porque o único frio que sinto vem das ações humanas. E talvez até de mim, por que não? Em contrapartida jogo a culpa adiante, defendo-me ao dizer que apenas respondo de intensidade igual à frieza alheia, ou que espero, sendo fria, fazer o frio voltar. Minto, mas talvez não. Aliás, toda mentira é relativa, e essa também pode o ser.

Espero discreta e silenciosamente, olhando de viés e agindo de pouco em pouco até a situação se tranformar. A chuva talvez não chegue. Não digo que estarei preparada nem que me pegará de surpresa: saber que acontecerá (ou não acontecerá) não me previne de sentir, mas ao menos abstém de surpreender-me com o copo menos que meio vazio.

 

UPDATE: choveu, e muito. Continua a chover, de quando em quando. O frio está voltando, provavelmente por pouco tempo, mas está. E como já era esperado, o outro frio continua… Sem esperanças de ir embora.

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Sobre Carol S.

Pensei em coisas que poderia dizer sobre mim. (Só pensei, mesmo...)

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