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A Fuga

 

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Anteriormente denominada por mim como exílio, as férias estão sendo capazes de revelarem agora algo muito além desta pequena visão antiquada. Mais do que uma exclusão consciente, essa fuga das relações se mostra como um momento de tomada de consciência. A quebra eficiente do ciclo de histerias, atravessada pelo cuidado devido com as horas de sono, favorece em cem por cento o processamento de informações.

Fatos ocorriam sem que eu raciocinasse os prós e os contras de maneira adequada, deixando tudo de lado em propósito de manter contato com o círculo social, supostamente mais importante. Essa técnica fajuta de deixar acumularem-se lembranças amargas mostrou-se totalmente ineficiente quando trabalhada sobre animais canibais como nós somos. Nenhuma resposta tão adequada para tantos porquês, antes vaga. Meus grandes problemas acabaram se revelando como consequências do subconsciente primitivo alheio: Aleatório, livre e ainda regido pelos instintos.

Deixo um pouco de lado essa crítica porque se a jornada caquética pela qual sociedade passou não surtiu efeitos conclusivos sobre o cérebro, um pedido meu neste espaço não seria mais forte do que milhares de anos contados em simples livros de história. Quis apenas expor uma das conclusões que brotaram nessas últimas semanas de abstinência e que tentou explicar tantas escolhas erradas, acusando a culpa do próximo – como era esperado de ser.

Aliás, o melhor desse isolamento é que meus pensamentos voltaram a ser um campo fértil ao invés daquela área de lama salgada e fétida, infestada de fantasmas do passado. Na primeira semana fui fechando o que se encontrava em andamento na mente e na segunda descansei para que a partir da terceira semana, preguiçosamente, pudesse mexer no que havia vivido, digerindo o que pudesse ser conveniente e quem sabe guardando um rancorzinho.

Na balança, concluo que o ano não foi todo mal. “Diz-se que apenas o capitão tem o direito de afundar com o navio.” Você pode e deve saltar do barco antes que ele se vá. Aplaudi de pé e com lágrimas a brotar, a coragem demonstrada, a ousadia e o diálogo dispensado comigo. É estranho ter um sentimento destes, algo semelhante à satisfação mesclada com agradecimento, mas mesmo sem argumentos para minhas maluquices, sem razões ou pretextos para isso, acredito no futuro iniciado com a fuga. 

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