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Cura

A data escolhida para abordar o tema não poderia de forma alguma ser mais propícia. Iniciado no último dia do mês e ainda num dia que assim como a minha querida vida, se repete de quatro em quatro anos, tornando-se previsível. Uma postagem deste cunho merece algo que a contemple, que a gratifique acima de tudo; então nada melhor do que as honoráveis divagações da minha inquietação interior.

Os 29 dias, que aqui pareceram extremamente calmos, surtiram um efeito de maresia.  Um pouco de falta de propósito e uma pitada de vergonha fizeram com que a roda girasse e mais uma mudança acontecesse. O marasmo, quem sabe, também teve sua parcela na contribuição para que ela se tornasse efetiva. Não simples, mas grandiosa de significado; estratégica aliás.

Voltar as raízes, fazer comparações, medir, pesar, compassar. Tive tempo. Deitei espaço à linha do tempo e deixei os ponteiros correrem contando as horas. Fiz isso e nada melhor agora que praticar o desapego. Ver e ter certeza de que muito do que se repete só tem um culpado – encarecidamente intitulado pelo vulgo como eu.

De fato, ter certas manias, algumas obsessões e ainda não ser coerente não tornam quem você é mais único. Pode soar que um gosto ou uma opinião, comportamento corporal até, constroem sua imagem baseada na sua personalidade, mas esta não é uma afirmação sensata e para dó de muitos que tentam todos os dias conquistar olhares, personalidades estão entrando fora de foco neste exato momento.

A cultura de massa não é a responsável. Os antagonistas também se generalizam pelo exato fato de divergirem dos demais que cederam e agora amolam os degraus. Todos encaminhando-se para um igualamento e para o fim (não apocalíptico) da criatividade.

Remoí incontáveis vezes ideias semelhantes as anteriores durante o período de ausência. Cheio de remorsos, estipulei os pontos “chave” dentro dos quais quero trabalhar e coloquei em vigor aquilo que já fosse possível de se realizar agora. Para curar, cortei as cordas que me uniam a última fase. Espero que esta Hégira tenha um final feliz e que se der sorte nunca mais me verá. Aquietei-me e minha consciência está límpida como um cristal.

Ocupo meu tempo lendo e o que se repete junto com o ano bissexto explico numa próxima!

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